
Há uns bons meses que a Ordem dos Psicólogos foi aprovada em Assembleia da República, mais especificamente em Julho de 2008 e apareceu em Diário da República em Outubro do mesmo ano. Consultem a legislação AQUI
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Entretanto, a nossa Ministra da Saúde já ultrapassou largamente o prazo legal para a nomeação da Comissão Instaladora e, quase um ano depois da aprovação, permanecemos na ignorância. Ao que parece, está para breve... resta-nos esperar, aliás uma das melhores coisas que nós sabemos fazer.
Ainda a Ordem não está em pleno funcionamento e já existem muitas controvérsias acerca dos progressos que a mesma trará ou não ao estado da Psicologia em Portugal. Há quem defenda que a Ordem trará de facto (e passando a redundância) alguma ordem à verdadeira desregulação a que se assiste, mas também há quem faça referência a interesses internos de uma pequena percentagem de psicólogos, e que apenas levarão a mais exigências áqueles que apenas pretendam entrar no mercado de trabalho.
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Uma coisa é certa. Nós, psicólogos, sofremos de um grave problema, chamado de desunião. Temos uma tendência repetitiva de pensar individualmente e esquecer o colectivo. Isso é visível por exemplo em manifestações, em que aparecem sempre meia dúzia de gatos pingados. Não defendemos os nossos interesses, temos ainda um complexo de inferioridade que não nos permite valorizar o nosso trabalho junto de outros profissionais, disputamos as diferentes especialidades, queremos fazer o trabalho uns dos outros e aceitamos ou mesmo submetemo-nos com muita passividade às situações mais caricatas que nos vão aparecendo (mas isto dará outro post).
Isto para dizer que, já que não nos sabemos ainda defender, tenho esperança (é esta a palavra certa) que com a criação da Ordem possamos ganhar a pouco e pouco um espírito de união que unifique e conduza a maioria dos colegas no mesmo sentido. Só essa união permitirá gerar mudanças significativas na verdadeira regulação da nossa profissão. Ou seja, a Ordem poderá permitir esse arranque, mas somos nós, e "apenas" todos nós que podemos fazer a diferença.
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Para começar, deveremos estar a par dos desenvolvimentos da Ordem e não entrar numa espécie de alienação. Isso permitir-nos-à ter dúvidas, pedir esclarecimentos, reinvindicar o que possa ser injusto ou desadequado e acima de tudo fazer parte deste processo, fazer parte da Ordem, para além do número da cédula profissional.



